By Alessandra Tavares

Inovação: como ela transformou as empresas e a gestão de pessoas

Pensando nas mudanças que aconteceram nos últimos tempos, a inovação proporcionou uma grande evolução no modo de trabalhar. Antes havia o processo de agricultura, no qual não era necessária muita gestão nem hierarquização formal, afinal era uma estrutura de trabalho familiar. Eles dependiam do clima e seguiam à risca a premissa de que “manda quem pode, obedece quem tem juízo”.  

Em seguida, aconteceu a Revolução Industrial, a qual fez os trabalhadores rurais abandonarem a agricultura e migrarem para trabalhos nas indústrias da cidade. Com isso, o desafio passou a ser o que fazer para que pessoas de famílias diferentes, motivações diferentes, pudessem trabalhar juntas para produzir. Nesta época, surgiram os sindicatos, para dar ordem e representatividade a esses trabalhadores. Com a revolução industrial, começou a corrida pelo melhor maquinário. Sairia na frente a empresa que tivesse os melhores equipamentos. Quando os concorrentes conseguiram os mesmos equipamentos e os resultados continuavam visivelmente diferentes, percebeu-se que o diferencial era quem os operava. 

A era dos computadores é um outro bom retrato desse cenário da visão de pessoas como diferencial da empresa. Com o tempo, a informação passou a se tornar cada vez mais disponível, o que passou a ditar a competitividade do mercado. Porém, com a era da informação crescendo, houve uma democratização dessa informação, que parou de ser vista como um diferencial.   

A diferença passou a ser, então, o que as pessoas faziam com a informação que possuíam. A atenção se voltou a essas mentes pensantes, ao capital humano cuja produção é maior por menos custo. O colaborador virou, então, o grande alvo e diferencial competitivo das empresas.  

Como a atenção se voltou para as pessoas, o RH teve que se reinventar, afinal, ter e manter os melhores colaboradores passou a ser o diferencial competitivo. E, para este novo desafio, era preciso fazer mais do que seguir as leis. O trabalho tinha que ser encantador, porque as motivações também mudaram com o passar das gerações.  

Antigamente, o nível de obediência era maior. Hoje, cada vez mais aumenta o desejo de que o colaborador vista a camisa da empresa, não que ele só cumpra o contrato, mas que ele se dedique de verdade. Isso está ficando cada dia mais difícil, porque as novas gerações não trabalham mais por estabilidade, elas buscam um propósito. Vendo isso, as empresas entenderam que precisam alinhar o propósito que possuem ao do colaborador, se quiser que ele fique lá por bastante tempo. 

Isso mudou, também, a forma de treinar os colaboradores. Antes os treinamentos eram mais simples e técnicos. Hoje, não basta ter só a melhor mão-de-obra, é preciso faze-la pensar no presente e no futuro. Para que o colaborador fique lá por mais tempo e vista a camisa como desejado, o treinamento passa a trabalhar questões psicológicas e motivacionais, que no passado eram irrelevantes. A ideia, então, não é mais apenas adquirir mais conhecimento e absorver informação, é aplica-la de uma forma diferente que gere mais resultado. É que é feito com essa informação.  

Para todas essas mudanças aconteceram, o RH precisou de inovação! Antes essa era uma área que mal tinha sistema. Mas hoje, como se tornar estratégico sem números? Por isso, vários sistemas foram implementados, pensando do início ao fim do processo de gestão de pessoas. Os sistemas ERPs (Enterprise Resource Planning) ajudam a demonstrar o impacto das ações de RH dentro dos resultados gerados na empresa. 

Com tudo isso, o RH passou a treinar os colaboradores e prepara-los para o futuro da empresa, do qual a única certeza é de que ele terá problemas complexos para serrem resolvidos. Destaca-se, portanto, a empresa que se prepara para conseguir emergir nesse futuro incerto e conseguir pensar em soluções para esses problemas ainda desconhecidos. 

A inovação é mais fácil do que parece… Já é hora!  

By Redatora Ellune

Inclusão dentro das empresas 

Incluir. Verbo que, de acordo com o Dicionário Aurélio significa abranger, compreender, conter; envolver, implicar; pôr ou estar dentro; inserir num ou fazer parte de um grupo.É claro que você sabe o que essa palavra significa. Mas quantas vezes você lembra dela no seu dia a dia? O quanto você envolve e insere alguém no seu ambiente de trabalho?

O mundo mudou e cada vez mais as pessoas querem ter um lugar nele. Ainda que as empresas sejam obrigadas a se adequar às leis vigentes, essas mudanças refletem em uma nova mentalidade mais aberta às diversidades. As empresas estão se adaptando para receber mais pessoas com deficiência, mais mulheres, mais aprendizes, etc.. A inclusão, no entanto, vai muito além disso.

Ao contrário do que as pessoas costumam pensar, a inclusão não é só ter pessoas com deficiência na empresa para estar dentro de uma cota. A inclusão se faz necessária em diversas situações e o simples fato de ouvir a ideia de um colega de trabalho durante uma reunião já pode fazer a diferença.

Incluir é entender que uma deficiência física é uma limitação assim como tantas outras que você também tem. É ter a percepção de que ter um bom cargo dentro de uma empresa não faz de você a única pessoa com razão em uma conversa. É conviver com as diferentes situações socioeconômicas e aprender com elas. É reparar que a opção sexual do seu colega de trabalho ao lado não interfere no potencial dele. É saber que suas crenças podem ser diferentes da dos outros e tudo bem também. É ouvir o que uma mulher tem a dizer sobre o seu projeto e deixar de lado o pensamento que você, por ser homem, sabe mais que ela.

As leis escritas garantem direitos iguais para todos, mas incluir é uma ação, uma prática e um hábito que se cria. Grandes empresas como a Natura e a Alpargatas têm discutido esses conceitos que, apesar de complexos para a sociedade, são essenciais. Por que sua empresa, um pouco menor, não faria isso também? A estratégia, em geral, é educar as pessoas que fazem parte da liderança da sua empresa. Isso porque eles serão não só exemplos, mas também disseminadores dos conceitos de igualdade.

Não há mais espaço para o preconceito. Isso não pode determinar o tipo de relacionamento que as pessoas têm umas com as outras. Lembre-se que essa barreira em um relacionamento profissional diminui toda a produtividade de uma equipe e, claro, os resultados dela também. A exclusão, por qualquer motivo que seja, só gera prejuízos. Invista nesse aprendizado. Faça com que seus funcionários entendam o que é estar do outro lado.

Quantas pessoas você já envolveu em um projeto hoje? 😉

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