By Alessandra Tavares

História de um líder: Cafu tipo 2

O líder de hoje é  Marcos Evangelista de Moraes, popularmente conhecido como Cafu.

Antes de se tornar um dos maiores laterais da história do futebol brasileiro, Cafu teve dificuldades de realizar esse sonho. Foi reprovado em diversos testes de clubes nacionais, até que em 1988 chegou ao São Paulo por indicação de olheiros.

Cafu ficava horas e horas após os treinamentos fazendo repetições para se aperfeiçoar cada vez mais. Em 1989 conquistou o Campeonato Paulista. Em seguida virou promessa no São Paulo e foi convocado pelo técnico da Seleção Brasileira para um amistoso contra a Espanha, em 1990.

No mesmo ano ganhou o Campeonato Brasileiro, com o São Paulo e foi bicampeão da Copa Libertadores da América e do Mundial Interclubes, em 1992 e 1993.

Disputou a primeira Copa do Mundo nos Estados Unidos, em 1994, conquistando o tetracampeonato. Ele era apenas o reserva de Jorginho, que na época contava com a preferência do técnico Carlos ALberto Parreira.

Porém, uma lesão do então titular logo no primeiro tempo da final contra a Itália promoveu a entrada de Cafu. Desde então nunca mais perdeu o lugar.

Em 1995 o atleta foi vendido para o Real Zaragoza, da Espanha. Após uma temporada na equipe, voltou para disputar o Brasileiro pelo Juventude, de Caxias do Sul.

Menos de um ano depois, Cafu chegou ao Palmeiras para fazer parte do esquadrão do comandante Vanderlei Luxemburgo.

Com o sucesso no time do Palestra Itália, o lateral chamou a atenção de um grande clube europeu: a Roma. Ele é comprado por US$ 8 milhões e se torna titular absoluto por seis anos.

Na Copa da França, em 1998, Cafu já era um dos principais jogadores da equipe que conquistou o vice-campeonato mundial.

Nesse mesmo ano ele acabou sendo eleito, pela Fifa, o melhor lateral do mundo.

Em 2001, ganhou o título italiano com a Roma e, no ano seguinte, chegou ao Japão e Coréia do Sul na condição de principal líder do Brasil.

Na Copa, exibiu vigor físico impressionante para um jogador de 32 anos. Ao chegar à decisão, se tornou o segundo jogador a participar de três finais seguidas de Copa do Mundo.

De quebra, tornou-se o jogador brasileiro com mais atuações com a camisa do Brasil.

Em 2003, em meio a especulações de que iria para o futebol japonês, Cafu aceita proposta para jogar no Milan, onde continua até hoje.

By Alessandra Tavares

Inovação: como inserir esta cultura na sua empresa

 Como saber se a equipe precisa ser inovada? Esse é um dos questionamentos que rondam a mente de muitos gestores ao pensar em inovação como estratégia. A resposta é mais simples do que parece: toda equipe precisa ser inovada! 

Mas calma, inovar não significa trocar a equipe, e sim prepara-la para desafios que hoje não existem no dia a dia dela, mas que podem ser o grande diferencial para ela e a empresa sobreviverem no mercado. É fundamental que a organização tenha algumas áreas preparadas para pensar num futuro, porque ele é incerto e será a realidade da empresa.  

Inovação é, de um modo geral, fazer diferente algo que está sendo feito, fazer algo que ainda não está sendo feito ou deixar de fazer algo porque não faz mais sentido. É ter essa percepção agora, pensando, também, lá na frente. 

É importante que a empresa tenha em mente uma coisa: é preciso incentivar que os erros aconteçam, porque sem erro não há inovação e vice-versa. Não errar significa estar estagnado e, algumas organizações instauram a sensação de medo do erro na equipe. Quando se erra, se aprende. Quando se faz coisas diferentes, o risco é maior, mas a chance de ganhar também é muito maior. 

Dito isso, é possível elencar várias estratégias que podem ajudar nessa tarefa de inovação: 

  • Falar com pessoas de outras áreas, empresas e segmentos: esse intercâmbio de informações dá a chance da empresa ver o problema de outro ângulo. É comum achar que o seu negócio é único, mas a maneira como as outras empresas resolvem problemas dá uma chance imensa de conseguir adaptar isso na sua rotina e resolver os seus problemas de uma maneira que a concorrência não consegue.  
  • Trazer parceiros para desenvolver coisas juntos: essa parceria faz com que, de uma forma colaborativa, sejam criadas visões novas, afinal informação compartilhada gera mais possibilidades de resultado. 
  • Informar-se com a área de qualidade: essa área traz muitas ferramentas que, se usadas para desenvolvimento de novos produtos, serviços e processos, podem ajudar a melhorar sua empresa e incentivar a equipe como um todo a pensar fora da caixa.  
  • Usar métodos e técnicas para trabalhar a criatividade: criatividade é uma competência e, como tal, pode ser desenvolvida. Existem pessoas que possuem mais dificuldade, assim como existem pessoas que têm mais facilidade para liderar ou se comunicar. Porém, qualquer pessoa pode melhorar as competências através de métodos, treinos e repetição. Uma técnica que pode ajudar bastante no desenvolvimento de pensamento criativo é a dos “6 chapéus do pensamento”. Ela funciona da seguinte forma: 


A inovação leva tempo, tentativa e erro, mas é fundamental para a empresa, afinal ela ajuda a resolver a causa do problema, ao invés de desperdiçar tempo e dinheiro corrigindo apenas a consequência. 

Está esperando o quê? Inove-se! 😉  

By Alessandra Tavares

Hierarquia: como descomplicar o relacionamento nas empresas

Hierarquia significa ordenar algo por grau de importância. Este conceito é usado de diferentes formas no dia a dia do ser humano e, um dos mais comuns, é a organização de cargos dentro de uma empresa. Ok, mas como funciona isso? Bom, antes de tudo é importante saber que ela é extremamente necessária para manter tudo funcionando em ordem, caso contrário não existiria.  

Para que ela cumpra a função que promete sem problemas, é preciso analisar se é coerente com o tamanho da empresa, com o tipo de negócio e com a agilidade que é necessária para esse negócio.  Quanto maior a pirâmide, mais níveis ela tem e, de alguma maneira, mais burocracia existe. Isso não é errado. Faz sentido, por exemplo, em empresas de grande porte, que possuem tomada de decisão mais complexa. 

Mas a burocracia não é a única complexidade gerada pela pirâmide. Por exemplo, pode haver uma empresa pequena com muitos níveis hierárquicos, na qual há uma dificuldade para se aproximar do tomador de decisão. Isso, além de prejudicial, é desnecessário, mas muitos o fazem por uma questão de status, da sensação de poder por ter muitos líderes dentro da empresa, seja ela de qualquer tamanho. 

Para evitar erros, é preciso ter um bom dimensionamento de processo e de produtividade de mão-de-obra. Entender quantas pessoas, de fato, são necessárias e quantos níveis hierárquicos a empresa realmente precisa. 

É importante lembrar que não há uma receita ou regra a ser seguida. Cada negócio funciona de uma maneira. Em alguns o relacionamento é hierarquizado, em outros é horizontal e menos rígido. Tudo depende de cada situação. Para saber se está correto, veja se o relacionamento hierárquico está afetando os resultados, seja por excesso ou falta de hierarquia. Caso esteja, atenção, é sinal de problema! 

Por exemplo, uma empresa que é muito rígida, hierarquizada, pode não ser ágil o suficiente para entregar o que precisa e a comunicação pode não fluir como deveria; dentro deste cenário, os problemas poderão afetar o cliente final. O contrário também pode acontecer. Quando há pouca rigidez e falta de controle, com um relacionamento próximo demais ao ponto de não respeitar a hierarquia, os prazos ou a qualidade podem ser afetados e também o cliente final poderá sofrer as consequências. 


Para evitar isso, afinal ninguém quer problemas com o cliente, a melhor coisa é entender a cultura da empresa. Entender o que é necessário dentro daquele relacionamento, o que é necessário em termos de processo e o que é ego, no fim das contas. Em muitos casos, o líder começa a controlar algumas coisas que não agregam nada ao processo. Ele não delega, não acompanha, centraliza coisas que não trazem resultado algum, apenas pela sensação de que ele está no comando. Mas vale lembrar que é uma via de mão dupla. O colaborador às vezes guarda uma ideia para si, por receio de contatar esse líder, muitas vezes porque ele tem a crença de que o líder sabe mais que ele e que ele está lá apenas para “cumprir ordens”. Essa falta de troca de opiniões só tende a prejudicar o crescimento do profissional e da empresa. 

Está bem, mas como lidar com isso? Como descomplicar, afinal, o relacionamento hierárquico? Bom, é importante entender o que é e não é necessário. Ter uma boa visão de processo e de responsabilidade, para entender até onde é ou não papel do líder e onde começa e termina o papel de cada colaborador. Trabalhar competências de autoconhecimento pode ajudar muito a descomplicar o relacionamento. Com isso, é possível fazer com que cada pessoa assuma parte da responsabilidade para fazer o relacionamento funcionar melhor e ter mais ferramentas para adaptar o comportamento e se relacionar melhor com os outros. Afinal, quanto mais próximas as pessoas forem preservando um grau de hierarquia que é necessário para que a empresa funcione, melhor tudo vai funcionar para todos os envolvidos, principalmente para o cliente final. 🙂   

By Alessandra Tavares

Comunicação eficiente: será que você está fazendo direito?

Comunicação vem do latim communicare, que significa partilhar, a ação de tornar comum. Para que ela aconteça, da maneira tradicional, é preciso de alguns elementos essenciais: emissor, canal, mensagem e receptor. Pensando nisso, pode-se dizer que a comunicação eficiente significa que a mensagem transmitida pelo emissor, através de um canal, é claramente compreendida pelo receptor. Ou seja, no caso da comunicação nas empresas, ela é eficiente, por exemplo, quando o gestor diz algo e o colaborador entende da maneira correta.

Tão simples e difícil ao mesmo tempo. Na prática, a comunicação aparece como um desafio para grande parte das empresas. Um dos motivos pelos quais isso acontece é porque o comunicador não assume a responsabilidade pela sua comunicação. Ele emite a mensagem e não se certifica se o que ele disse foi compreendido da maneira desejada pelo receptor. E, normalmente, se a mensagem não foi compreendida da forma correta, a culpa é do receptor e não do emissor.  

No dia a dia das empresas, o que se vê é o gestor transmitindo uma informação e o colaborador tentando entender sozinho se o que ele ouviu é igual ao que foi dito. E isto pode trazer resultados desastrosos. Uma tarefa muito importante, por exemplo, pode não ser feita ou feita de forma inadequada, trazendo consequências para ele e a empresa.  

Sinais de uma comunicação ineficiente  

Como medir a eficiência da comunicação? O sinal mais comum de que ela está sendo desastrosa é a quantidade de retrabalho que pode haver, ou do colaborador refazer a tarefa ou do gestor reorienta-la. (refazer ou reorientar).  

Como ter uma comunicação eficiente 

Há uma modelagem social na qual as pessoas não dizem quando têm dúvida, isso desde a escola. Porque pessoas assim se sentem desvalorizadas ou incapazes de alguma forma – o que não é verdade, afinal ninguém sabe de tudo o tempo todo. Este quadro faz com que as atividades sejam feitas pelo método de tentativa e erro, o que pode trazer bons ou maus resultados, não dá para saber.  

Isso é muito comum quando o gestor pergunta “Você entendeu, né?”. Perguntas como esta direcionam o colaborador a responder “sim”, tendo ele entendido ou não. Isso não dá a certeza de que a mensagem foi realmente compreendida, logo há grandes chances de a comunicação ter sido ineficiente. 

Para evitar esse tipo de situação, é preciso:  

  • Usar uma linguagem adequada ao público-alvo; 
  • Verbalizar, criar perguntas e situações que façam o receptor dizer o que vai fazer, para que ambos tenham a clareza do que foi explicado e entendido; 
  • Entender qual a maneira de aprendizado melhor funciona para o receptor. Algumas pessoas são visuais, outras mais auditivas e outras sinestésicas. Ao compreender isso, fica mais fácil de transmitir a mensagem de acordo com a maneira que o receptor aprende com mais facilidade. Isso significa, pedir um resumo escrito do que foi dito, conversar sobre o que pedido ou pedir um protótipo do plano de ação, por exemplo.  


A maioria dos problemas corporativos são causados por falha na comunicação, por isso trabalhe para evitar desperdício de tempo, de dinheiro e desgaste mental. Procure entender que uma comunicação é feita por duas pessoas e que cada um interpreta a mensagem de um jeito. Se coloque no lugar de quem escuta. Você entenderia se fosse ele? O que funciona melhor? E por aí vai.  

Compreendendo isso, tudo fica mais fácil e, por fim, eficiente. 😉   

By Alessandra Tavares

Heutagogia: aprendizado de adultos na era digital

Heutagogia vem do grego heutos, que significa auto, e agogus que significa guiar. Ela surgiu em 2000, proposta por Stewart Hase e Chris Kenyon, como um novo modelo de aprendizagem. 

Ok. Mas o que é heutagogia e o que a diferencia da pedagogia e andragogia. Esses são 3 diferentes modelos de processo de aprendizagem, com objetivos, públicos e métodos bem distintos.  

Pedagogia é um modelo para que o professor conduza o aprendizado de crianças. Neste modelo, as crianças são dependentes dos professores para aprender. São eles que definem o que será ensinado e como isso será feito. 

Já a andragogia é um modelo que descreve como os adultos aprendem. Os adultos possuem vários conceitos já formados que devem ser integrados aos novos conceitos e experiências que ele irá adquirir. O professor cede lugar ao facilitador e, com isso, o adulto passa a ter uma relação de maior igualdade. O aprendizado vem pela troca de experiências e parte-se do pressuposto de que é necessário despertar interesse, necessidade e desejo do aprendiz. 

heutagogia é um processo de aprendizagem aplicado aos adultos, porém ele é autodeterminado, ou seja, o próprio aprendiz que determina o que, quando e como quer aprender usando a tecnologia. Aliás, ela está diretamente relacionada à tecnologia e informação, que proporcionam o ensino à distância (que seria como o aprendiz quer aprender, por exemplo). 

As principais fontes tecnológicas usadas pelo método para aprendizado são: 

Satélite

Transmissão por sinal digital; 

Vídeo aulas

 Aulas online gravadas; 

Internet

Para pesquisas e grupos de discussão; 

Videoconferência 

Aulas ao vivo e atividade interativas; 

Telefonia

Monitoria e call-center.

A relação aluno – aprendiz – aprendizado é o que guia e diferencia essas três técnicas, como mostrado na tabela abaixo:

 


Heutagogia no trabalho 

Pode-se dizer que a heutagogia reconhece as experiências do dia a dia como fonte de aprendizado, através de estudos informais, curiosidade ou relações interpessoais. Isso significa que, dentro do ambiente de trabalho, por exemplo, a heutagogia considera válido o aprendizado proporcionado pelas experiências vivenciadas dentro da empresa, seja com conversas ou novos processos. 

Ela, também, está relacionada com desenvolvimento de novas habilidades, o que é muito importante para o crescimento pessoal e profissional. Além disso, ela pode ser usada em desenvolvimento de programas de capacitação, treinamentos e tudo que possa contribuir para o desenvolvimento profissional dos colaboradores dentro dos objetivos estabelecidos pela empresa. 

Como não há, oficialmente, um professor, as pessoas acabam desenvolvendo uma proatividade, autonomia e capacidade autodidata. Porém, um mentor é sempre importante em alguns casos, para orientar e compartilhar conhecimento, direcionando o método para que seja o mais eficaz possível. 

Seja qual for o método escolhido, priorize sempre sua capacidade de aprendizado. Qual é melhor para você? Mais fácil? Mais acessível? Entendendo isso, seu desenvolvimento será eficaz, porque atende suas necessidades.  

E, aí? Já sabe qual é o ideal para você? 😉  

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Inovação: como inserir esta cultura na sua empresa
Hierarquia: como descomplicar o relacionamento nas empresas
Comunicação eficiente: será que você está fazendo direito?
Heutagogia: aprendizado de adultos na era digital